Foi acrescentado ao calendário por Numa Pompílio (715-672 a.C.), sucessor de Rômulo, personagem histórico-mítico que, segundo Plutarco, teria fundado Roma em 21 de março.
Deus bifronte, isto é, de duas caras (em algumas representações, uma de homem e a outra de mulher), Jano tinha o poder de olhar ao mesmo tempo para o passado e para o futuro, para dentro e para fora, por isso o primeiro mês do ano recebe o nome em sua homenagem, aquele em que se dá a transição entre o velho e novo.
Segundo não só a mitologia romana, mas também etrusca, Jano (Ianus) era o porteiro celestial. Representado com duas cabeças, simbolizando os términos e os começos, o passado e o futuro, o dualismo relativo de todas as coisas. Em seu templo, as portas principais ficavam abertas em tempos de guerra e eram fechadas em tempos de paz. Jano preside tudo o que se abre, é o deus de todos os começos e também de tudo aquilo que regressa ou que se fecha.
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